terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uma árvore habitada

É, vai ser por escrito, e só assim
Que vou conseguir dizer, enfim
As certezas que tenho, até
Que garantem cada “te amo”, pois é.

O tempo desdobra, não vê?
E dura tão pouco, você
Que seria difícil se não fosse comigo, crer.

Então como fazer, como fazer afinal
Para deixar a saudade, tão normal
Longe das horas do meu dia, mortal
Sem precisar recorrer ao telefone, banal.

Porque é como você me faz sem saber
Uma árvore habitada de um ser
Um velho a brincar de criança a valer
Um religioso que adora beber
Um viciado que aprende viver
É você, você, você.

A semente, vai lá, já plantei
Demorou quase quatro estações, bem sei
E que frutos o céu mandou, intriguei
Exatamente o que precisava, falei!

Não me seguro, que vergonha
De ser uma pessoa como as outras, risonha
Satisfeito de ter alguém assim, que sonha
E dá força para superar qualquer coisa, céus, medonha.

Porque é como você me faz sem saber
Uma árvore habitada de um ser
Um velho a brincar de criança a valer
Um religioso que adora beber
Um viciado que aprende viver
É você, você, você.


É, criei coragem, amigo
De fazer a última pergunta que me aperta, no umbigo
Você quer mesmo namorar, namorar comigo?


por Tiano YiffiY

2 comentários:

Robusti disse...

Bem achei fofo, e nem engraçado e muito menos triste.
Tá.. só um pouquinho doentio.
Sei lá, deve ser pq rima :P
bjs

Luan *irmão* disse...

É só eu viajar meio país que você revisita o passado.

Eu quase chorei lendo.

=*